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Memórias do Dial: Os Mexericos da Candinha
06/03/2021 12:19 em Novidades

A Revista do Rádio foi uma publicação semanal que permaneceu em circulação de 1948 a 1970. Sua edição era mensal nos primeiros anos, passando a semanal no apogeu de suas vendas e tornando-se avulsa em seu ocaso – período no qual passou a se chamar Revista do Rádio e da TV. Voltada notadamente para o universo de artistas, comunicadores e personalidades da época, a publicação era constituída de diferentes seções – entre as quais a de fofocas, uma das mais esperadas por seus leitores: os famigerados Mexericos da Candinha.

Inicialmente intitulada “Segredos da Candinha”, era assinada por uma fofoqueira que sequer existia (há quem garanta que o editor da publicação, Anselmo Domingos, era o verdadeiro redator da seção). Mas é fato também que não lhe foi movido nenhum processo por conta das fofocas publicadas – na verdade, muitos até gostavam de tais citações, dada a popularidade dos Mexericos (que chegaram a inspirar uma canção da Jovem Guarda, lançada por Roberto Carlos em 1965).

Nesta edição de Memórias do Dial, relembramos algumas dessas histórias levadas a público pela Candinha – para deleite dos leitores coscuvilheiros da época!

* Posso garantir a vocês que a Maysa tem um “amor brasileiro” que todos os meses vai à Nova York vê-la e amá-la de perto (a viagem é caríssima, sim, ele pode). (Edição 593, 1961);

* Receitinha para uma briguinha boa: cheguem perto, mas não muito, do Agnaldo Timóteo e digam: “o Botafogo não é de nada”. Depois saiam correndo... (Edição 1054, 1969);

* Emilinha Borba, a sempre querida favorita, teve um aumento de salário muito justo na Rádio Nacional, onde trabalha há anos seguidos. Ganhava sete mil Cruzeiros por mês, passando a 20. Salve ela que bem merece. (Edição 179, 1953);

* O Abelardo “Chacrinha” Barbosa está ficando endinheirado. Eu soube que ele ganhou, na sua última festa artística, quase 100 contos! Dinheiro pra chuchu! Onde é que você está botando a “gaita”, queridinho? Não me vai dizer que é pra fazer mais operação... Você já fez sete! (Edição 233, 1954);

* Waldir Amaral foi “cantado” de todo o jeito para deixar a Continental e entrar para a Globo... Mas o coração falou mais alto que os $$$$$ do Sr. Roberto Marinho e o Waldir ficou com os Berardos. (Edição 516, 1959);

* Luz Del Fuego quer processar o dono do Teatro Líder, em São Paulo, que só lhe pagou parte do seu salário... E com um cheque sem fundos. (Edição 797, 1964).

Bateu certa curiosidade? Então aguarde a nossa próxima edição – porque a Candinha quer falar! 

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