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“Tarzan Vai Ao Cinema” – Novo Livro de Paulo Telles e Saulo Adami
05/02/2021 15:21 em Novidades

A Rádio Vintage tem o orgulho de apresentar o mais novo trabalho do escritor e nosso comunicador Paulo Telles, em parceria com o jornalista e também escritor Saulo Adami: o livro “Tarzan Vai Ao Cinema”. Batemos um papo com os autores, duas feras de excelsa expertise nos segmentos relacionados ao rádio, ao cinema e à televisão.

 

Como a personagem Tarzan entrou na vida de Paulo Telles e Saulo Adami?

Paulo Telles: Conheci Tarzan na infância, através da série de TV com Ron Ely, então exibida no início dos anos de 1970 pela Rede Globo, creio que no horário de meio-dia. Vieram então os gibis publicados pela Editora Brasil-América (EBAL) e as tiras em quadrinhos do jornal O Globo. Com sete anos, acompanhei pela TV um festival de filmes com Tarzan nas matinês de sábado. Mas meu fascínio maior pelo personagem veio em 1999, quando pude ter acesso aos livros de Edgar Rice Burroughs, pela coleção da Editora Terramarear. A partir de então, comecei a compreender que o perfil original de Tarzan traçado por Burroughs diferenciava bastante daquela proposta por Hollywood.  Contudo, nunca deixei de apreciar os filmes estrelados por Johnny Weissmuller, Lex Barker, Gordon Scott, Jock Mahoney e Mike Henry.

Saulo Adami: Desde a infância (décadas de 1970, principalmente), acompanhava as aventuras de Tarzan, inclusive nas versões em quadrinhos diários, em alguns jornais que circulavam em Santa Catarina. Li alguns livros do Burroughs também e, como alguém interessado no making of de tudo (cinema, TV e teatro), passei a prestar mais atenção no personagem e no seu autor.

 

Como surgiu a ideia de lançar “Tarzan Vai Ao Cinema”?

Paulo Telles: A ideia começou a surgir ainda em 2015, num encontro que Saulo e eu tivemos no Rio de Janeiro, durante o lançamento de seu livro “Homem não Entende Nada – Arquivos Secretos do Planeta dos Macacos” (Editora Estronho, 2015), no Planetário da Gávea. Conversamos sobre possíveis projetos e que eu dar minha colaboração. Quando ele fez menção sobre Tarzan, disse a ele que tinha material para montarmos um livro sobre o personagem, pois durante boa parte de minha vida venho reunindo textos, documentários, revistas, gibis, ensaios, sinopses, livros e filmes com o Homem Macaco, coisas que consumi durante minha infância e boa parte de minha adolescência. Desde então, reunimos nossas mentes e concentração para elaboração do livro.

 

Paulo, Tarzan existe em diferentes formatos de mídia. O Cinema é o seu favorito ou existe algum outro que você também curta?

Paulo Telles: Além do cinema e pela TV, curto Tarzan também pelos quadrinhos e pelos livros de Edgar Rice Burroughs.

 

Saulo, em seus trabalhos você abordou outros clássicos, como “O Planeta dos Macacos”, “O Vigilante Rodoviário” e “Terra de Gigantes”. Como foi a experiência de escrever sobre Tarzan?

Saulo Adami: Minha principal fonte de pesquisa sempre foi “O Planeta dos Macacos” (1968-2017), tema sobre o qual já escrevi e publiquei oito livros. Tarzan está presente na minha obra desde os tempos nos quais era repórter da sucursal de Brusque do “Jornal de Santa Catarina”, publicado em Blumenau. Posso dizer que escrevo sobre Tarzan desde o início da década de 1980, quando fazia uma “sessão de cinema” na Sociedade Rádio Araguaia de Brusque, no programa do meu amigo Luiz Augusto Wippel Filho, “A Tarde é Nossa”. Uma vez por semana, eu era o convidado do Wippel para falar sobre cinema na sessão “Bastidores da Sétima Arte” (1984). Até que em 1987, passei a contar com espaço de página inteira (o jornal no formato “standard” tinha espaço generoso!), e numa dessas oportunidades escrevi uma matéria ampla sobre as origens do personagem e suas destacadas participações na literatura, no cinema, no rádio, na TV, nas histórias em quadrinhos... Eu gosto do personagem, do seu universo ficcional – os livros do Edgar Rice Burroughs são interessantes, e poder pesquisas e escrever sobre isso é sempre muito prazeroso.

 

Paulo, também em parceria com Saulo Adami você escreveu “Paladino do Oeste” (série “TV Estronho”, da Editora Estronho). Houve alguma diferença na concepção desse primeiro livro em comparação a “Tarzan Vai Ao Cinema”? Qual dos trabalhos lhe pareceu mais desafiador?

Paulo Telles: Sem dúvida houve diferença de concepção. No caso do “Paladino do Oeste” o personagem era um cowboy refinado e um gentleman que oferecia seus serviços de pistoleiro a quem pudesse pagar bem, mas que no final prevalecia seu bom senso de moral e justiça. Foi uma série Cult de TV muito bem sucedida, mas o “Paladino” não tem a mesma popularidade de um herói como Tarzan, e este, justamente por ser um personagem integrado nas mais variadas mídias e formatos, objeto de estudos e até de teses universitárias, tivemos um trabalho mais aprimorado de pesquisa. Considero que “Tarzan Vai Ao Cinema” seja meu trabalho mais desafiador entre os dois livros que publiquei com Adami, justamente por seu teor informativo e de pesquisa elaborada.

 

Saulo, diferente de seus livros anteriores, “Tarzan Vai ao Cinema” chegou ao público através da editora Estrada de Papel, empresa que pertence a si e à sua esposa, Jeanine Wandratsch Adami. Fale um pouco sobre essa parceria e quais são os planos da editora para o futuro.

Saulo Adami: A editora Estrada de Papel está em sua fase inicial de produção. O primeiro livro (“Brusque”, 2019) conta a história da minha cidade natal, e depois dele vieram outros, a maior parte sobre história de Santa Catarina. A partir de janeiro de 2021, decidi investir em livros – edições pequenas tiragens sob demanda – em temas ligados ao cinema e à TV. Com meu amigo jornalista e escritor Eduardo Torelli, de São Paulo, organizei “Onde Ninguém Mais Esteve” (2021), livro sobre a série clássica da TV “Jornada nas Estrelas” (1966-1969), e com Paulo Telles “Tarzan Vai ao Cinema” (2021). Este é o início da contribuição que quero dar à memória de produções ligadas à cultura popular. A Estrada de Papel foi criada em 2019 para ser uma editora voltada para estes públicos: leitores de livros sobre história, biografia, cinema e TV. Ainda em 2021, teremos novos lançamentos, entre eles: a primeira edição nas Américas de “A Lenda do Planeta dos Macacos ou Como Hollywood Virou Darwin de Cabeça Para Baixo”, do jornalista escocês Brian Pendreigh – para julho, e “Camicleta: Manual dos Proprietários”, de minha autoria, sobre a trajetória da série de TV brasileira “Shazan – Xerife & Cia.” (1972-1974), que assistia na infância – lançamento marcado para setembro.

 

Vocês vislumbram um futuro para Tarzan ou a personagem poderá cair no esquecimento à medida que houver uma renovação gradual das próximas gerações?

Paulo Telles: Tarzan vem sendo um personagem atemporal, um ícone da cultura popular por mais de cem anos, desde seu surgimento em 1912. Duvido que caia no esquecimento, e mesmo porque sempre está disposto a uma releitura, um reboot. Tarzan é um herói para todas as épocas, e para todos os públicos.

Saulo Adami: Tarzan segue seu caminho, por várias mídias. Sempre é um personagem prestigiado, seja na forma criada por Burroughs, seja nos moldes que Hollywood deu ao personagem, através dos tempos. Há espaço e público para ambos.

 

Levando em conta o fato de que Tarzan é uma personagem de grande popularidade, quais são suas expectativas em relação a esse novo trabalho?

Paulo Telles: A minha expectativa já se concretizou. Ter este livro publicado e dedicar cada palavra, cada linha e cada parágrafo a todos os fãs do personagem, seja aqueles que vivem no “cipoal das florestas”, ou mesmo nas agitadas “selvas de pedra”. “Tarzan Vai Ao Cinema” já está disponível para leitura e apreciação de todos.

 Saulo Adami: A minha expectativa era ver o livro editado. Aí está ele, em sua plenitude, à espera de leitura.

 

Para maiores informações sobre como adquirir o seu exemplar de "Tarzan Vai Ao Cinema", visite a Seção de Eventos do site da Rádio Vintage.

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