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Álbum do Mês: “Brothers In Arms”, Dire Straits (1985)
01/08/2019 23:32 em Musica

A banda britânica Dire Straits encerrou suas atividades há mais de duas décadas e, talvez por isso, soe como um eco distante e quase inaudível para as novas gerações. Porém, Mark Knopfler e sua trupe de músicos mágicos reinaram quase absolutos nas elevadas esferas do sucesso ao longo da década de 1980. Mesmo numa época em que bons músicos e boas bandas eram uma constante, o Dire Straits conseguia ficar acima da média com álbuns que se destacavam pela grande qualidade musical – como o icônico “álbum amarelo”, de 1978, e o quase sinfônico “Love Over Gold”, de 1982 – e com vendagens para lá de expressivas. 
Mas nenhum deles se compara ao definitivo “Brothers In Arms”: 5º álbum de estúdio do Dire Straits, foi lançado em maio de 1985 e representou um marco na indústria fonográfica em relação ao processo de gravação, mixagem e masterização – totalmente digital. Acrescente a isso o vídeo clip de “Money For Nothing”, pioneiro no uso da computação gráfica – a despeito de seu visual tosco quando comparado àquilo que se produz no segmento atualmente. “Brothers In Arms” reúne pérolas como “Your Latest Trick”, a supracitada “Money For Nothing” (com participação de Sting), “Why Worry”, “Ride Across The River”, “So Far Away” e “Walk Of Life” – hits que atingiram o topo das paradas no mundo inteiro.
Com mais de 30 milhões de cópias vendidas, “Brothers In Arms” é um álbum completo, excelso misto de pop-rock, baladas românticas, algumas “pegadas” de country e blues e, claro, o velho rock’n roll da melhor qualidade. Dizia-se na época que Mark Knopfler faturou tanto com vendas, direitos autorais e apresentações ao vivo que poderia comprar o Uruguai se pudesse. Exageros à parte, é preciso fazer duas observações: a primeira em relação ao encarte do disco, mais completo em suas primeiras edições trazendo, além das letras das músicas, fotos do Dire Straits – mas que, nas edições posteriores, limitou-se à publicação dessas letras entre nuvens bobas, num empobrecimento sem sentido. A segunda diz respeito ao solo completo de saxofone em “Your Latest Trick”, inexplicavelmente ausente na versão do disco em vinil. Uma pena.

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