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Retrato Em Branco & Preto: “O Carteiro e o Poeta” (1994)
03/07/2022 21:03 em Novidades

Romance escrito por Antonio Skármeta, “O Carteiro e o Poeta” tornou-se mundialmente conhecido após o lançamento do filme homônimo, em 1994. Porém, tudo começou uma década antes, quando o célebre autor dirigiu, roteirizou e até atuou em “Ardiente Paciencia”, película de 1983.

Estrelado por Roberto Parada, Óscar Castro e Marcela Osorio, “Ardiente Paciencia” nos apresenta a passagem de Pablo Neruda por Isla Negra, paragem na qual vive seu tempo derradeiro e onde desenvolve uma divertida relação de amizade com o carteiro local. Dois anos após o lançamento do filme, “Ardiente Paciência” chegou às livrarias, tornando-se um romance bastante popular (o livro é ainda publicado, porém com o título “El Cartero De Neruda”).

A premissa manteve-se a mesma: Mario Jiménez, carteiro em Isla Negra, tem como principal trabalho entregar a correspondência do ilustre Pablo Neruda, cujo volume de cartas se destaca em comparação às pouquíssimas missivas recebidas pelos locais. Encantado com as palavras do poeta, Mario Jiménez pede sua ajuda para aprender metáforas românticas que possam lhe ser úteis na conquista de sua amada, Beatriz González. Todavia, é a amizade estabelecida entre Jiménez e Neruda – que perdura até os momentos finais da vida do poeta – o foco principal dessa bela história.

Marcado pelo bom humor e por uma narrativa sutilmente jornalística, “Ardiente Paciencia” é, basicamente, uma homenagem ao poeta mais aclamado do Chile. Como pano de fundo, o momento político conturbado vivido no país no início da década de 1970, desde a eleição de Salvador Allende até a morte do presidente durante o golpe de Estado protagonizado por Augusto Pinochet.

No Brasil, o livro tornou-se conhecido a partir do lançamento do filme “O Carteiro e o Poeta” (Il Postino), película belgo-franco-italiana que trazia em seu elenco Massimo Troisi, Maria Grazia Cucinotta e Philippe Noiret. A principal diferença entre a versão de 1994 e o filme original de 1983 é que a história se passa na Itália dos anos 1950 e não em Isla Negra, como é mostrado também no livro. Mas isso não desabona a versão mais recente, que concorreu ao Oscar em cinco categorias, faturando a de Melhor Trilha Sonora (Luis Bacalov).

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