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Cine Rádio: O Durão Clint Eastwood Está de Volta! Vem aí CRY MACHO!
24/09/2021 20:38 em Novidades
Por Paulo Telles
Quem diria que aos 91 anos, o durão e implacável ícone de Hollywood Clint Eastwood volta às telas do cinema estrelando e dirigindo um novo filme, Cry Macho – O Caminho da Redenção, com estreia prevista para 17 de Setembro nos cinemas americanos e na HBO MAX nos Estados Unidos. Ainda não tem data de estreia no Brasil, mas muitos fãs e admiradores brasileiros do bom e velho Clint aguardam por aqui ansiosos por este novo trabalho do veterano ator e diretor, que já atravessa em seu currículo mais de seis décadas de carreira.
Eastwood iniciou oficialmente em Hollywood em 1955, mas só a partir de 1958 começou a ser reparado na televisão em um episódio da série de TVMaverick (1957-1962), sendo depois escalado como uma das estrelas de Couro Cru/Rawhide (1959-1965) ao lado de Eric Fleming (1925-1966). Foi através desta série de televisão que o diretor italiano Sergio Leone (1929-1989) notou Clint e o escolheu para ser seu “pistoleiro sem nome” na sua trilogia clássica do faroeste italiano composta por Um Punhado de Dólares (1964), Por Uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966). A carreira cinematográfica de Clint estava impulsionada por Leone na Itália e quando o ator voltou para os Estados Unidos já eraum astro consagrado, geralmente escalado por cineastas como Ted Post (1918-2013) e Don Siegel (1912-1991) para viver anti-heróis durões, lacônicos e implacáveis, seja no gênero western ou policial, como na série de cinco filmes da série Dirty Harry, iniciada por Siegel em 1971 e todas estreladas por Eastwood até 1988.
Já a carreira brilhante de Clint como diretor iniciou em 1971, quando dirigiu e estrelou o suspense Perversa Paixão (Play Misty For Me, 1971). De lá pra cá, Eastwood angariou vitórias e alguns poucos fracassos comerciais (como A Raposa de Fogo, que dirigiu e estrelou em 1982), mas a indústria custava reconhecer um ídolo ligado aos westerns e aos filmes de ação como um “diretor sério” pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Mas na noite de 23 de março de 1993, Hollywood se rendeu ao talento de Clint quando finalmente sua obra prima Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992) ganhou quatro prêmios da Academia (incluindo Melhor Filme), provando ser um dos gigantes do cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Diretor do ano. Vale destacar que Os Imperdoáveis teve dedicatória a dois mentores do astro e diretor – para Sergio Leone e Don Siegel.
Agora em 2021, Eastwood volta a brilhar. Ele dirige e estrela Cry Macho – O Caminho da Redenção (Cry Macho, 2021) no papel de Mike Milo, um ex-astro de rodeio e criador de cavalos que, em 1979, arruma um trabalho com seu ex-chefe para levar o filho deste para casa, longe de sua mãe alcoólatra. Atravessando a zona rural do México em seu caminho de volta para o Texas, a dupla enfrenta uma jornada inesperada de desafios, durante a qual Mike, velho e cansado do mundo, pode encontrar seu próprio senso de redenção ensinando ao menino o que significa ser um homem. Assim explica Eastwood sobre seu papel: “É sobre um homem que passou muitos momentos difíceis na vida e encontra inesperadamente outro desafio. Ele normalmente não faria isso, mas ele é um homem de palavra. Então ele segue, e isso faz sua vida começar novamente”.
CRY MACHO é baseado no livro homônimo de N. Richard Nash (1913-2000) publicado em 1975 e anteriormente quase levado para as telas inúmeras vezes (o primeiro projeto data de 1978), sendo Joel McCrea, Burt Lancaster, Charlton Heston, Kirk Douglas, Arnold Schwarzenegger e Pierce Brosnan considerados para o papel principal vivido por Clint. O astro já havia negociado participar de uma adaptação em 1988, antes de comandar de vez o projeto mais de 30 anos depois.
Figuras rígidas como Mike, o personagem de Clint em Cry Macho, são parte integrantel da carreira do ator e diretor, que se tornou uma legenda de masculinidade na Sétima Arte. Foi nos gêneros western e criminal que Clint teve maior popularidade. Clint Eastwood aos 91 anos é uma lenda duradoura, provando ser imbatível com os anos e oferecendo para as plateias o que há de melhor em sua arte, humanidade e entretenimento.
Paulo Telles é crítico de cinema, escritor, produtor e apresentador do programa Cine Vintage, redator e editor do blog Filmes Antigos Club – A Nostalgia do Cinema:
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