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Álbum Do Mês: “Equilibrio Distante” - Renato Russo
20/11/2018 12:12 em Musica

No final da década de 1990 era difícil encontrar alguém que não conhecesse Legião Urbana. Por emplacar vários sucessos ao longo dos anos, a banda conquistou corações e mentes de pais e filhos, com letras quase sempre bem acabadas e arranjos que navegavam entre o punk politizado e o pop venal. Em meio a tanto sucesso, um nome se destacou nos encartes e créditos dos discos: Renato Russo.
O crooner (e principal compositor da banda) faleceu em 1996, deixando um grande acervo ao lado da Legião Urbana. Porém, Renato Russo também presenteou o público com o irretocável álbum "Equilíbrio Distante". Gravado em 1995 e lançado no ano seguinte, o disco trazia belíssimas canções em italiano, acrescido de um interessante acabamento em papel. Era ricamente ilustrado por fotos antigas de pessoas que viveram na Curitiba do início do século XX, além das ilustrações renascentistas de Carlo Maratta, Guido Reni, Rosso Fiorentino e Francesco Albani. 
Lançado pela EMI-Odeon e produzido por Carlos Trilha e pelo próprio Renato Russo, “Equilíbrio Distante” trazia pérolas como "Gente", "Dolcissima Maria", "La Força Della Vita", "Passera", "La Vita È Adesso", além da versão de "Como Uma Onda", de Lulu Santos e Nelson Motta, na incidental "Wave/Come Fa Un'Onda". Nas rádios, "La Solitudine" e "Strani Amori" tornaram-se grandes sucessos.
A princípio podia parecer que o álbum era mais um trabalho pessoal de Renato, assim como o enfadonho "The Stonewall Celebration Concert" (o CD em inglês, de 1994), ou ainda que o cantor não esperasse bater a marca de um milhão de cópias vendidas – como, de fato, bateu. Uma coisa, no entanto, tornou-se inquestionável: Renato Russo brindou seus fãs com um trabalho impecável, cujo "equilíbrio", além de "distante", foi também perfeito. 

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