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Entrevista com Paulo Telles: a Voz da Sétima Arte
12/07/2018 21:51 em Novidades

As trilhas sonoras são belíssimas, mas a grande estrela do Cine Vintage é, sem dúvida, seu locutor, Paulo Telles. Blogueiro e escritor com expertise em trilhas de Cinema, Paulo Telles conversou com a Rádio Vintage – que apresenta agora para seus ouvintes e amigos, um pouco deste bate-papo com o criador de uma de suas principais atrações.

 

Rádio Vintage: Quando começou a sua paixão pelo cinema?

Paulo Telles: Ainda adolescente, curtindo diversos filmes clássicos na telinha, quando a TV aberta ainda se propunha a funcionar como “cinemateca”, antes do advento das TV’s por assinatura, vídeo locadoras e Netflix. Como dizia o saudoso jornalista e escritor Artur da Távola, “era a chance de assistir velhos filmes com outros novos olhos”. A partir de 1988 fui formando uma coleção pessoal de filmes que hoje fazem parte do meu acervo particular e desde 2010 escrevo para meu blog, O FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA (http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br) , onde divido não somente minha admiração pela Sétima Arte como também procuro interagir com o leitor, através de resenhas de filmes e biografias de astros e diretores. 

 

Rádio Vintage: Quando começou o seu interesse pelo rádio?

Paulo Telles: Sempre curti rádio, mas nunca imaginei fazer qualquer trabalho no âmbito. Entretanto, em 2013, escrevi um artigo no meu blog sobre os quinze maiores compositores do cinema antigo, onde fiz um apanhado de grandes nomes dos soundtracks,  e um leitor que gostou da minha matéria me convidou para produzir um programa sobre trilhas de cinema em sua emissora de Web Rádio, já que ele queria alguém que  pudesse entender um pouco do assunto. Na época senti que precisava de um aprimoramento e por isso decidi entrar para a Escola De Rádio do Rio de Janeiro, administrada pelo Mestre Ruy Jobim, onde pude adquirir uma formação completa para trabalhar no meio, desde as locuções até o aperfeiçoamento de um roteiro para rádio. Por lá cheguei a produzir um “laboratório” chamado Cineclube, com curiosidades, notícias, lançamentos nas salas de projeção, entrevistas, destaques de filmes na televisão, e os últimos lançamentos em DVD. Em 2017, durante quatro meses, fui apresentador do programa A Música dos Grandes Filmes para uma Web Rádio de São Paulo, a Scala 99. Infelizmente o espaço saiu do ar por motivos que me são desconhecidos.

 

Rádio Vintage: Quais critérios são adotados por si durante a seleção de trilhas que vão ao ar em seu programa na Rádio Vintage?

Paulo Telles: Procuro sempre diversificar as temáticas do Cine Vintage em relação aos gêneros cinematográficos ou compositores. Quanto a estes, requer um trabalho de pesquisa fundamental, pois muitos deles legaram temas inesquecíveis que fazem emocionar mesmo aqueles que não são tão aficionados pelo cinema, como é o caso de Maurice Jarre, que compôs para Dr. Jivago (1965), de David Lean. O que digo é que não tem como você não se lembrar do filme e do Tema de Lara sem associar a Jarre, o que o torna popular para ambos os públicos. Além disso, as seleções do Cine Vintage também apresentam especiais de acordo com datas comemorativas. Já levamos especiais da Páscoa (com temas de filmes religiosos), Dia das Mães (com temas de filmes musicais), Dia dos Namorados (com temas de filmes românticos) e brevemente será apresentado um especial dedicado ao Dia das Crianças, com temas de filmes infantis. Agora em agosto vai rolar um especial somente dedicado aos filmes do Rei do Rock Elvis Presley, em memória dos 41 anos de sua morte.

 

 

Rádio Vintage: Existe alguma trilha ou compositor preferido? Conte-nos, não faça segredo!

 

Paulo Telles: Lógico que tem! Mas mencionar apenas um compositor e apenas uma trilha fica impossível pra mim (risos). Os mestres da minha preferência são Alfred Newman, Jerry Goldsmith, Dimitri Tiomkin, John Williams, Ennio Morricone, Jerry Fielding, John Barry, e indubitavelmente, Miklos Rozsa, em minha opinião o maior entre todos os compositores para o cinema. Entre as trilhas, as minhas prediletas (e sem desmerecer ainda muitas outras que merecem minha apreciação) ficam por conta de “Ben-Hur” (1959) de Miklos Rozsa, “Superman” (1979) de John Williams, “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969) de Jerry Fieding, “Da Terra Nascem os Homens” (1958) de Jerome Moross, “Magnum 44” (1973) de Lalo Schifrin, toda trilogia dos dólares do diretor Sérgio Leone e compostas por Ennio Morricone, e Dança com Lobos (1991), de John Barry.  

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